O mês de julho marca uma etapa importante no Programa de Recuperação de Nascentes e Educação Ambiental, gerenciado pela Fundação Renova, no qual o CIAAT trabalha como mobilizador social dos produtores rurais. O CIAAT cumpriu a meta de identificar e cadastrar 250 nascentes na Bacia do Suaçuí, especificamente nos municípios de Governador Valadares, Guanhães, Virginópolis, Sabinópolis e Resplendor.   

 As áreas prioritárias foram definidas pelo CBH-Doce (Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Doce), seguindo as normas do TTAC (Termo de Ajustamento de Conduta), assinado pela Fundação Renova, Governos de Minas Gerais e Espírito Santo, e as Mineradoras Samarco, Vale e BhP.  O Programa de Recuperação de Nascentes faz parte dos 42 programas gerenciados pela Fundação Renova, criados para recuperação e revitalização da Bacia do Rio Doce, após o acidente da Barragem do Fundão, em novembro de 2015.   

 O CIAAT assinou contrato com a Fundação Renova em dezembro de 2018 e iniciou as atividades em janeiro de 2019. O objetivo do trabalho do CIAAT é mobilizar e engajar proprietários rurais nas áreas prioritárias.  Até o presente momento, os técnicos de campo da instituição já cadastraram 263 nascentes em 112 propriedades, ultrapassando a meta estabelecida.   

 A mobilização social é a chave crucial dentro do programa, uma vez que o produtor deve aderir ao mesmo de forma voluntária. Mobilizar significa engajar o produtor, conscientizando de todos os benefícios que a recuperação das nascentes trará, não só para propriedade, mas para a sociedade como um todo.   

 Quando o produtor é engajado, ele se torna um aliado do projeto e passa a pensar na importância da recuperação ambiental e do impacto positivo que o programa deixará na comunidade. O trabalho do CIAAT consiste em deixar um legado e, mesmo quando os técnicos não estiverem mais presentes, que o produtor continue cuidando e preservando as nascentes recuperadas.    

Até chegar na etapa de cadastramento das nascentes, os mobilizadores percorreram um longo caminho. Eles se inseriram nas comunidades, conheceram as histórias, os anseios e as dificuldades de seus moradores. Com a comunidade mobilizada, a população foi convocada para a primeira reunião coletiva para apresentação do programa. Em seguida, os proprietários que manifestaram interesse em participar, receberam a visita dos técnicos para a validação das nascentes.  

A validação é uma etapa onde o técnico vai até o local da nascente, junto com o proprietário, e faz uma classificação da mesma, por exemplo: se ela é perene, difusa, intermitente e etc. Uma vez validadas, seguindo a normas do Código Florestal, os produtores são convidados a assinarem o Protocolo de Consentimento, no qual eles autorizam a entrada do programa em sua propriedade.   

 Para o Analista de Campo, Alysson Vila Real Mattos, a maior dificuldade foi conquistar a confiança dos produtores. “Na região onde estou atuando, Guanhães, Sabinópolis e Virginópolis, já houve outros projetos da mesma natureza que não vingaram. Os produtores tinham muito receio no início, com medo de ser apenas mais um projeto, sem seriedade com o trabalho. Mas na medida que nossos trabalhos foram avançando e fomos conquistando a confiança dos produtores, as portas foram se abrindo. Hoje, todos os produtores do projeto estão engajados e acreditam na seriedade do trabalho do CIAAT e da Fundação Renova” diz ele. 

 

 

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