Um estudo realizado em 2016 pela Universidade Estadual de Washington, EUA, mostra que a agriculta orgânica tem capacidade de alimentar de maneira eficiente toda a população mundial.  A pesquisa foi liderada pelo professor de Ciência do Solo e Agroecologia, John Regalnold, juntamente com o doutorando Jonathan Wather e resultou no relatório “Agricultura Orgânica para o Século 21”. 

O estudo traz uma análise detalhada de centenas de estudos sobre o tema e indica que esse tipo de produção pode gerar bons rendimentos aos produtores rurais, ao mesmo tempo que melhora as condições ambientais e a qualidade de vida dos trabalhadores.  

Os sistemas agrícolas orgânicos produzem rendimentos mais baixos em comparação com a agricultura convencional. No entanto, eles são mais rentáveis e amigáveis com o meio ambiente e fornecem alimentos iguais ou mais nutritivos que contêm menos (ou nenhum) resíduos de pesticidas quando comparados com a agricultura convencional”, trecho extraído do resumo.  

Os cientistas sugerem que a agricultura orgânica deve ser combinada com tecnologias de plantio modernas e manejo sustentável do solo, como a rotação de culturas, gestão natural de pragas e adubação orgânica.  

Nos cinco primeiros meses de 2019, o governo brasileiro liberou mais de 169 agrotóxicos, que são totalmente nocivos à saúde humana e ao meio ambiente, com o argumento que só é possível produzir alimentos em grande escala para abastecer a população com o uso de defensivos agrícolas. O relatório com centenas de estudos diz exatamente o contrário.  

A expansão da agricultura orgânica em todo o mundo será extremamente benéfica para a saúde do planeta, reduzindo o uso de pesticidas e fertilizantes e a emissão de gases que causam o efeito estufa. 

Mas para que isso se torne realidade, os governos precisam investir na agricultura familiar, principal responsável pela produção orgânica, incentivar o uso sustentável da terra e educar a população sobre o desperdício.  Para os pesquisadores, somente com essas medidas, a agricultura orgânica será um método sustentável para alimentar 9 bilhões de pessoas até 2050. 

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