Prezados seguidores do nosso site, simpatizantes da causa ambiental, da defesa do meio ambiente, e todas as pessoas que acreditam que qualidade de vida humana, e de todos os seres viventes, seja algo importante, senão imprescindível.
Em decorrência do desastre ambiental, que vem ocorrendo, especialmente neste momento, com a Amazônia Brasileira, é nosso mais que desejo, dever de brasileiros e de humanos responsáveis, nos manifestar.
Os fatos são irrefutáveis, com a grande cortina de fumaça, que paira sobre os estados de São Paulo e do Sul do Brasil, provenientes das queimadas na Amazônia. Não cabe, portanto, debater se as queimadas existem ou não, em proporções jamais vistas. Assim como não cabe duvidar de informações que nos levam a crer no maior desmatamento em apenas oito meses, de nossa história, na Amazônia.
Entre 1º de janeiro e 18 de agosto, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), registrou 71.497 focos de incêndio. No sábado, 10 de agosto, o município de Altamira registrou 194 de focos de incêndio. No dia seguinte, 237 focos. Também no domingo, em outro município da região, Novo Progresso, detectou-se 203 casos.
Com a facilidade tecnológica, como o uso de satélites, estima-se que o aumento do desmatamento na Amazônia, represente em apenas um ano, 268%, relativamente ao ano anterior, que já vinha registrando um aumento, muito superior aos anos anteriores. Já são aproximadamente 500.000 hectares de área desmatada, o que significa meio bilhão de árvores destruídas, entre cortadas e queimadas, a maioria, simplesmente, queimadas. A velocidade estimada da destruição caminha a uma média de um campo de futebol por minuto.
Enquanto escrevemos este texto, em três minutos, foram dizimadas, aproximadamente, três mil árvores.
O CIAAT vem, há quase 15 anos, no Vale do Rio Doce, trabalhando pela recuperação de nossa região, engajado em uma luta com vistas à promoção do desenvolvimento.
Em breve, iniciaremos um plantio de árvores e recuperação de nascentes e áreas degradadas.
Plantaremos, ainda neste ano de 2019, em parceria com outra instituição, centenas de milhares de árvores, e continuaremos esse mesmo trabalho nos próximos 10 anos, com vistas a atingir o plantio de milhões delas, além da manutenção dessas áreas, até que estas árvores estejam salvas e as áreas reflorestadas. É um trabalho quase que hercúleo, mas para nosso corpo técnico, gratificante, do ponto de vista do cumprimento do dever cívico, para com a humanidade.
No entanto, prezados seguidores de nosso site e ambientalistas, os seis ou sete milhões de árvores, quiçá mais, que pudermos plantar no Vale do Rio Doce, no período que estimamos de 10 anos ou mais, embora importantes ainda pouco representa, diante da situação ambiental, social e econômica, que o nosso meio rural se encontra hoje.
Pouco representa, explicamos, se as causas que levaram nossa região a chegar ao ponto de degradação e empobrecimento que chegou, não forem devidamente esclarecidas.
O que tem isso a ver com o desastre ambiental, que ocorre na Amazônia, neste momento, talvez alguns perguntem.
Tem a ver, porque a mentalidade que procura destruir as matas de Mato Grosso, Pará, Amazonas e outras localidades de floresta, hoje, é a mesma que nos assolou. A mesma mentalidade que nas décadas de 1920 a 1950, devastou no Vale do Rio Doce, a floresta mais exuberante de toda a Mata Atlântica nacional, devasta agora a Amazônia.
Diriam alguns que foi necessário, para que o desenvolvimento chegasse a nós, como chegou, em certos aspectos. O mesmo que dizem hoje, aqueles que pretendem que toda a floresta amazônica desapareça.
Esta questão, do desenvolvimento, é uma questão que o CIAAT nomeou, desde sua criação, como o centro de sua missão. O CIAAT é uma Agência de Desenvolvimento, que acredita que esta palavra possua uma dimensão muito maior que a econômica, embora também a inclua em seu conceito de desenvolvimento.
O conceito de Desenvolvimento não pode excluir, como parte do bem estar humano, a natureza. A mensuração desta palavra, deste conceito, não pode excluir a sobrevivência do planeta Terra, e consequentemente, as boas condições de convivência ambiental, entre humanos e seres terrenos em geral.
Há que se fazer uma reflexão, em nome do nosso bem estar, e do bem estar de todos os seres viventes, sobre qual Desenvolvimento é o nosso melhor.
O CIAAT se propõe, em uma série de matérias e reportagens, através do trabalho que vem realizando no Vale do Rio Doce, a promover esta reflexão, e trazer à tona a realidade que nos assola, na questão ambiental.
Considerando que Meio Ambiente, é algo que envolve nossa economia, nossa natureza – ou o que resta dela – e nossa sociedade, pretendemos aqui neste espaço, debater sobre nossa história, história do Rio Doce, a forma como fomos colonizados, como nossas terras foram tratadas desde a colonização, e como nossa economia evoluiu, ou deixou de avançar, em determinados momentos.
Para nós, o ser humano, está no centro de todos os processos. Somos feitos de ideias, de conceitos e de crenças, e são estes os elementos que nos conduzem, e conduzem o mundo à nossa volta.
Somos feitos de mentalidades. E é sobre estas mentalidades que precisamos refletir, reciclar ideias, rever conceitos e crenças. Conhecer de onde vem cada uma destas ideias que nos guiam, de qual história, de quais caminhos trilhados nos fará melhores e mais capazes de construir, reconstruir, viver e fazer viver.
Convidamos a todos, a estarem aqui presentes conosco, nesta jornada de reflexão, que pretendemos promover. E pedimos que participem, divulguem e tragam mais e mais pessoas, para este espaço.

 

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