Com a propagação da COVID-19, a desigualdade ficou mais evidente. Famílias em situação de vulnerabilidade social estão ainda mais vulneráveis e pequenos produtores e negócios locais enfrentam dificuldades para se manter. Diante da incerteza de quando a situação vai se estabilizar, a solidariedade se torna um valor fundamental para apoiar aqueles que precisam de ajuda, fortalecer iniciativas de cooperação e articular diferentes setores da sociedade.

Uma das missões do Centro de Informação e Assessoria Técnica (CIAAT), enquanto agência de desenvolvimento voltada para a economia solidária, é a transformação da realidade regional. Governador Valadares é uma cidade de grandes contrastes sociais: segundo um levantamento feito em 2017 pelo IBGE, 35% dos habitantes tem rendimento mensal de até meio salário mínimo, o que os torna mais suscetíveis a crises como a que estamos passando.

Em resposta a essa crise global que exige um olhar de cuidado e senso de coletividade para combater a COVID-19, mais pessoas tem se dedicado a ajudar o próximo. Em maio, a equipe do CIAAT se mobilizou para contribuir com itens que se tornaram indispensáveis: máscaras de proteção e cestas básicas com produtos de limpeza e de higiene pessoal.

Cooperação pela ajuda humanitária

Para Célia Silva, assistente social e coordenadora Administrativa do CIAAT, as iniciativas de cooperação são importantes e necessárias sempre. Não só por constituírem parte dos valores do CIAAT, que tem como missão o desenvolvimento social e solidário, mas também no sentido do fortalecimento da solidariedade, empatia e promoção da cidadania.

“As pessoas em situação de vulnerabilidade social são, na sua maioria, parte do tecido social historicamente excluído, e a maioria desenvolve trabalho informal, sem acesso a direitos trabalhistas. Nesse momento de pandemia, essas pessoas ficaram impedidas de desenvolver suas atividades, ficando sem meios de buscar o sustento. Essas ações solidárias são imprescindíveis para garantir que essas famílias tenham o mínimo para atravessar esse momento tão difícil. São ações, antes de tudo, humanas”, argumenta Célia.

 

Máscaras de proteção

Desde 2006, quando se constituiu como projeto social para diagnosticar o “Fenômeno da Emigração do Vale do Rio Doce”, o CIAAT se articula com associações e cooperativas locais com o objetivo de geração de emprego e renda. Essas organizações foram especialmente afetadas pela pandemia, que reduziu a demanda de produção.

Em uma ação de ajuda mútua, para incentivar o cooperativismo e também proteger grupos de risco, o CIAAT encomendou 3 mil máscaras de proteção ao grupo de costureiras que fazem parte do Ponto de Cultura da União Operária de Governador Valadares.

Do total de máscaras, 400 já foram distribuídas: 200 para a Casa de Recuperação Dona Zulmira, que é uma instituição de apoio a idosos, e 200 para o Abrigo Esperança, que recebe e apoia pacientes oncológicos e renais.

 

Cestas básicas

O desenvolvimento da região também passa pela garantia dos direitos sociais para a população. Com a situação da pandemia, muitas famílias tem enfrentado dificuldades de acesso a itens básicos de alimentação, limpeza e higiene.

Por conta do Coronavírus, 21 famílias em situação de vulnerabilidade social que recebiam doações da igreja do bairro Altinópolis, ficaram desassistidas porque as doações diminuíram. Ao tomar conhecimento da necessidade de distribuir cestas básicas para a comunidade, a coordenadora de Projetos do CIAAT, Célia Marciano, mobilizou a equipe para ajudar as famílias.

   

Saiba mais

O CIAAT se articula desde abril com outras entidades, como a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Cruz Vermelha Brasileira – Minas Gerais, para viabilizar a doação e a distribuição de mantimentos para grupos de risco e famílias em situação de vulnerabilidade social. No total, já foram doadas 61 cestas básicas, 3 mil máscaras de proteção e 1.500 litros de combustível para ajudar no combate à COVID-19.

Luiza Ribeiro de Lima

Jornalista e Comunicadora Social

 

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